Vi em teus olhos, tua cara não me engana. Engoli seco, fingindo não ter entendido. Há tempos planejamos, separados, um futuro que parece nunca chegar. O dia depois de amanhã que espero há tanto tempo, daquela vida inventada, que quero sempre nunca lembrar.
Procuro entrar nos teus padrões, alcançar tuas expectativas, mas no fundo, tudo o que estamos fazendo é nos afastar. Então vejo que todos os planos, nada mais eram passos em direção a um longo caminho, longe de tudo, longe de você. O lugar onde eu sempre deveria estar.
Te espero do lado de cá.
A vida me dá o drama e devolvo o cálculo. Nenhuma solução. Escuto, escrevo, falo, comento. Sinto. Até demais.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Desapego (tentativa #25)
Não sei por que tento tanto. Não sei por que me importo tanto. Não sei por que vou atrás de quem faz de tudo pra se afastar.
Me sinto uma verdadeira idiota por passar boa parte dos meus dias tentando criar diálogos em vão. Você certamente nem se dá conta, você não vê. E eu sempre me decepciono, sempre me frustro por não vencer.
Parece que corro na tentativa de te alcançar, de salvar uma coisa que não existe, que nunca existiu. Eu quero, de todas as formas, que a gente possa ser o que fomos um dia. Queria voltar a preencher aquele lugar que um dia foi meu. A dor de não conseguir já tomou conta de mim e a verdade é que já não consigo mais. Meus músculos, paralisados, me impedem de seguir.
E aqui vou eu, pela quinta, sexta, sétima vez. Mais uma tentativa em vão, tomada pela dor da perda. Aquela reprise, a repetição dos meus atos, o replay que ninguém quer rever: me afasto e tento, de todas as formas, te tirar daqui.
E lá vou eu de novo.
Me sinto uma verdadeira idiota por passar boa parte dos meus dias tentando criar diálogos em vão. Você certamente nem se dá conta, você não vê. E eu sempre me decepciono, sempre me frustro por não vencer.
Parece que corro na tentativa de te alcançar, de salvar uma coisa que não existe, que nunca existiu. Eu quero, de todas as formas, que a gente possa ser o que fomos um dia. Queria voltar a preencher aquele lugar que um dia foi meu. A dor de não conseguir já tomou conta de mim e a verdade é que já não consigo mais. Meus músculos, paralisados, me impedem de seguir.
E aqui vou eu, pela quinta, sexta, sétima vez. Mais uma tentativa em vão, tomada pela dor da perda. Aquela reprise, a repetição dos meus atos, o replay que ninguém quer rever: me afasto e tento, de todas as formas, te tirar daqui.
E lá vou eu de novo.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Tórax, perna, pé
Sigo pessoas que não conheço, mas afinal, o que pode ser o desconhecido? Se vamos atrás dele, é porque sabemos o que pode nos oferecer. Não?
Os lados não dizem nada e a realidade parece não ser exatamente como é. Sempre assim, sempre buscando qual caminho seguir. Qual passo devemos tomar, qual será o "menos pior"?
Sempre te vi de forma diferente. Sempre te abracei forte, te levei como quem leva uma foto 3x4 na carteira.
Mas hoje, por um instante, te coloquei na prateleira ao lado dos demais. Te deixei fugir dos meus braços e o gosto amargo da decepção parecia ter tomado conta da minha boca seca, descrente. Só que não adianta: por mais que lute contra, esse lado ruim não sabe vencer. Guardo muito em mim, e grande parte transborda amor. Às vezes não sei como posso sentir tanto assim.
A verdade é que não pretendo mais sair de perto porque não posso desistir de você. É como aquela frase: “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Nunca soube se te “cativei”, realmente. Mas na verdade isso não importa: só espero que o respeito que tenho por ti seja recíproco.
Somos imperfeitos. Você sempre me forçou a ver isso, insistindo: somos apenas pessoas. O que sinto por ti é tão puro e sincero, que vejo teus tropeços como tentativas de se encontrar. É absurdamente diferente do que penso dos outros, é como se você fosse uma peça exclusiva, que tem o direito de errar. E assim eu aceito o fato de que essas coisas acontecem.
É sempre assim: a gente se perde tentando ir atrás até mesmo daquilo que não sabemos se queremos. Aprendemos com os erros, dizem. Mas deve ser frustrante quando isso te torna uma reprise. É como digo: sua alma, sua palma. Fica pior quando envolve os outros. Mas não comigo.
Por mais que seja natural da tua parte agarrar a solidão, deixo claro que, com a minha presença, você vai ter que aprender a lidar. Não dou o braço a torcer tão fácil assim: minhas expectativas são linhas altas que você já atingiu.
Os lados não dizem nada e a realidade parece não ser exatamente como é. Sempre assim, sempre buscando qual caminho seguir. Qual passo devemos tomar, qual será o "menos pior"?
Sempre te vi de forma diferente. Sempre te abracei forte, te levei como quem leva uma foto 3x4 na carteira.
Mas hoje, por um instante, te coloquei na prateleira ao lado dos demais. Te deixei fugir dos meus braços e o gosto amargo da decepção parecia ter tomado conta da minha boca seca, descrente. Só que não adianta: por mais que lute contra, esse lado ruim não sabe vencer. Guardo muito em mim, e grande parte transborda amor. Às vezes não sei como posso sentir tanto assim.
A verdade é que não pretendo mais sair de perto porque não posso desistir de você. É como aquela frase: “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Nunca soube se te “cativei”, realmente. Mas na verdade isso não importa: só espero que o respeito que tenho por ti seja recíproco.
Somos imperfeitos. Você sempre me forçou a ver isso, insistindo: somos apenas pessoas. O que sinto por ti é tão puro e sincero, que vejo teus tropeços como tentativas de se encontrar. É absurdamente diferente do que penso dos outros, é como se você fosse uma peça exclusiva, que tem o direito de errar. E assim eu aceito o fato de que essas coisas acontecem.
É sempre assim: a gente se perde tentando ir atrás até mesmo daquilo que não sabemos se queremos. Aprendemos com os erros, dizem. Mas deve ser frustrante quando isso te torna uma reprise. É como digo: sua alma, sua palma. Fica pior quando envolve os outros. Mas não comigo.
Por mais que seja natural da tua parte agarrar a solidão, deixo claro que, com a minha presença, você vai ter que aprender a lidar. Não dou o braço a torcer tão fácil assim: minhas expectativas são linhas altas que você já atingiu.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Previsível
Refiz meu coração pra chegar até aqui, mas ainda sinto as marcas daquilo que não consigo esquecer. Não ouso mais nada, só acumulo, com medo de qual será minha reação. Digo várias vezes, mentalmente, que já passou e que está tudo bem, mas às vezes acho que é apenas uma repetição feita pra me enganar. Não sei porque continuo no mesmo lugar.
A sensação que tenho é a de que sei exatamente o que não quero, mas que não faço idéia do que posso querer. Me falta coragem pra assumir o que sinto, não consigo mais com a honestidade. Devia me fechar em um lugar, colocar aquela música em volume máximo e chorar, me deixar levar pra não ter mais volta, mas não consigo. Seguro o choro e finjo, só falseio o que não tenho forças pra dizer.
Me perdi na metade do caminho e não faço idéia de como sair daqui. Parece que espero que uma mão me resgate, mas talvez não faça sentido se não for a sua. Desejo o impossível, sabendo que já foi embora sem se despedir. Guardo o absurdo, vontade daquilo tudo que não vivi.
Não sei mais até onde é mágoa, até onde é saudade. Sei que dói. Transbordo sentimentos, escondendo o que, na verdade, não sei até onde consigo aguentar.
A sensação que tenho é a de que sei exatamente o que não quero, mas que não faço idéia do que posso querer. Me falta coragem pra assumir o que sinto, não consigo mais com a honestidade. Devia me fechar em um lugar, colocar aquela música em volume máximo e chorar, me deixar levar pra não ter mais volta, mas não consigo. Seguro o choro e finjo, só falseio o que não tenho forças pra dizer.
Me perdi na metade do caminho e não faço idéia de como sair daqui. Parece que espero que uma mão me resgate, mas talvez não faça sentido se não for a sua. Desejo o impossível, sabendo que já foi embora sem se despedir. Guardo o absurdo, vontade daquilo tudo que não vivi.
Não sei mais até onde é mágoa, até onde é saudade. Sei que dói. Transbordo sentimentos, escondendo o que, na verdade, não sei até onde consigo aguentar.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Sem voltar atrás
"Não chora! NÃO CHORA!”
- Chorar? Não vou chorar!
“Vai sim. Olha teu olho aí. Marejado, embaçado. Tá na cara que lágrimas estão pedindo pra cair.”
- Que nada, você nem me conhece. Ora, lágrimas. Sou forte!
“Bom, você se sabe. Depois não diz que não avisei...”
Enquanto as lágrimas caiam, ela ficava confusa, sem saber se eram lágrimas de ódio por estar errada, ou era culpa daquela dor que sentia.
Todo dia a mesma coisa: lutava contra a mágoa que sempre impedia de aparecer. E sua consciência, com toda aquela ironia, ria como quem faz questão de fazer piada com a tragédia alheia.
- Chorar? Não vou chorar!
“Vai sim. Olha teu olho aí. Marejado, embaçado. Tá na cara que lágrimas estão pedindo pra cair.”
- Que nada, você nem me conhece. Ora, lágrimas. Sou forte!
“Bom, você se sabe. Depois não diz que não avisei...”
Enquanto as lágrimas caiam, ela ficava confusa, sem saber se eram lágrimas de ódio por estar errada, ou era culpa daquela dor que sentia.
Todo dia a mesma coisa: lutava contra a mágoa que sempre impedia de aparecer. E sua consciência, com toda aquela ironia, ria como quem faz questão de fazer piada com a tragédia alheia.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Música de queimar o coração
Como me alegro quando vejo um show bom. Não é sempre, mas quando acontece, rola uma coisa bizarra e na metade da segunda música, uma espécie de "resenha mal feita" já começa na minha cabeça. Bizarro que só me sinto assim em shows bons, que me causam algum efeito. A vontade é de correr pra casa e começar a escrever desesperadamente (e exatamente o que estou fazendo agora), mas enfim. Aqui rolaria todo aquele meu papo de "laptop embutido nos seres humanos", afinal seria de utilidade MÁXIMA pensar e já escrever ali durante o show, mas ENFIM! (risos.)
Besteiras a parte, só queria deixar registrado por aqui o TAMANHO da qualidade que a banda Sabonetes tem. Digo isso recém chegada de um show dos caras, ainda com meu coração em pedaços, e a cabeça cheia, tão cheia que precisava escrever e tentar descrever o tamanho da alegria em que senti quando o show começou.
Lembro que vi os caras pela primeira vez lá por meados de 2008, quando eles ainda eram "apenas" uma banda de Curitiba. Fiquei tão abismada com aquele som naquele dia e hoje, ao vê-los novamente no palco, me veio exatamente a mesma sensação.
O incrível é que dois anos depois da minha primeira experiência com eles, o lance continua no mesmo padrão altíssimo de qualidade que tinha lá no início. Guitarras anestesiantes, vocal limpo e sincero, naquela batida que parece que te tira de ti mesmo e te leva pra outro lugar. Aquela coisa toda que a gente sente quando escuta uma banda diferente e boa, sabe?
E bandas assim me fazem acreditar na música, de verdade. Aquele tipo de música que você não acha em qualquer lugar, mas que quando começa, você já sabe: ali está mais uma canção de queimar o coração. Completamente honesta e justa, que ultrapassa o quesito comum e geral de melodia/acordes/oqueseja. É bem mais que isso, é como aquelas experiências bizarras "extracorpóreas", e só dá pra sentir quando se escuta algo assim.
Se daqui uns 2 anos o país todo não souber quem eles são, eu desisto da vida! Bandas que atingem esse nível classudo tem que ser trilha sonora de todos nossos dias... como radinhos espalhados na cidade dando a chance de todos sentirem o que a gente também sente.
Só sei que são quase 2 da manhã e "amanhã" preciso acordar às 10 pras 6h, pra chegar a tempo no trabalho. Mas nada disso realmente importa depois de Marca página, Hotel e Boleros. Os dias serão bem melhores assim.
domingo, 4 de julho de 2010
O tragicômico
Digamos que você anda em um grupo grande de amigos. E, veja só, você se dá bem com todos. O problema, como em todo grupo grande, é que amigos ficam com amigos, e um se machuca, outro fica com ciúmes, bla bla blá... e ASSIM é dada a largada para o festival de fofocas e intrigas.
Esse é só um exemplo meramente fictício que ilustra direitinho o quanto é completamente natural do ser humano dar “pitacos” sobre a vida de um amigo.
Isso tudo porque quem tá de fora sempre acha que tem razão, sempre acha tudo mais simples, mas fácil, menos chato. Mas a real é que todos nós já estivemos em uma situação irritante parecida com esta, e só quem passa por isso sabe a verdadeira dor que é se sentir completamente perdido.
Aliás, pior que sentir-se perdido, só mesmo se magoar e magoar as pessoas ao seu redor, mesmo sem querer.
Cá entre nós, é MUITO fácil criticar. Assim como seria fácil chegar aqui e escrever um texto sobre um mundo perfeito, onde pessoas perfeitas se amam e são felizes. Óbvio, é muito fácil também baixar a cabeça e aceitar calado as coisas que são impostas a você (e não falo de “mídia”, ou sociedade... é a realidade, mesmo!).
Sirvo de exemplo vivo pra um tipo de problema como este, e assumo que minha vida se tornou uma confusão no EXATO instante em que toda aquela “utopia de vida” que EU achava que seria legal viver, deu de cara com uma situação diferente desse tal “padrão”. E ao contrário do que acreditava, aceitei a cagada e vivi completamente de pernas pro ar. Talvez tenha sido uma das fases mais divertidas de todos esses meus 22 anos de vida, e vejam bem: ia contra TUDO e TODOS. Não tinha um só dia em que não me criticavam pelas minhas escolhas, e eu sempre ficava confusa, me sentindo errada porque todo mundo dizia que era errado, mesmo.
E aí, de quem é o erro? De quem vive “errado” e me “convidou” pra ser igual, ou meu, por ter arriscado?
Entendem o que quero dizer aqui?
E exatamente por isso que pergunto a vocês: cabe mesmo a gente ficar dizendo que o erro alheio é um absurdo? Será que são os OUTROS que estão sempre errados? E porque nunca a gente?
Seria muito fácil eu colocar a culpa no próximo e chorar pra sempre, dizendo que fui vítima de uma pessoa que, na verdade, só queria ser feliz.
Quem somos nós para julgar as escolhas alheias? Quem somos nós pra criticar?
QUEM SOMOS, mesmo?
Você sabe BEM quem você é? Você faz suas escolhas.
Tenho pena de quem fecha os olhos pra realidade e se diz perfeito. De quem acha que viver é tarefa simples, de quem não arrisca, de quem baixa a cabeça pras ações, fingindo não ver o que realmente acontece.
É claro que não quero assinar aqui um documento que deixe a vida uma esbórnia e que “ninguém é de ninguém”. Mas eu SEI que, no fundo, erros não são cometidos visando o fracasso. Tem gente que erra exatamente por não saber fazer a escolha certa. E essa pessoa, como TODOS nós, tem que errar mesmo! Ela só quer achar a resposta! E todos nós somos assim. A vida é pra ser tragicômica mesmo. Não existe perfeição.
A gente cria uma fantasia na cabeça e sempre escolhe um lado pra defender. Talvez eu que seja a errada de achar que o “vilão” da história também sofre. Mas nesse romance cheios de anti-heróis que é a vida, só posso afirmar que não, nunca alguém está 100% certo.
E em toda essa confusão que a gente cria pra tentar ser feliz, só nos resta errar, errar mais um pouco, e errar um pouco mais.
Não, nunca vamos saber a resposta para todas as perguntas, e essa que é graça. Não saber as respostas só nos dá mais vontade de correr atrás delas... mesmo sem nunca encontrá-las. E qual é a graça de se saber tudo nessa vida, de estar sempre certo e nunca descobrir mais sobre você?
Certamente, quem ACHA que sabe de tudo é porque não sabe nada. Nem sobre si mesmo.
Então aqui vai o convite: Erre mais. Porque faz parte, e nos faz ser de verdade.
E se tudo isso que eu disse não fez o mínimo de sentido... bom, tentei. Porque eu ainda busco as respostas, e não vou desistir tão fácil.
Obrigada a quem me ensinou a ver a vida assim.
Esse é só um exemplo meramente fictício que ilustra direitinho o quanto é completamente natural do ser humano dar “pitacos” sobre a vida de um amigo.
Isso tudo porque quem tá de fora sempre acha que tem razão, sempre acha tudo mais simples, mas fácil, menos chato. Mas a real é que todos nós já estivemos em uma situação irritante parecida com esta, e só quem passa por isso sabe a verdadeira dor que é se sentir completamente perdido.
Aliás, pior que sentir-se perdido, só mesmo se magoar e magoar as pessoas ao seu redor, mesmo sem querer.
Cá entre nós, é MUITO fácil criticar. Assim como seria fácil chegar aqui e escrever um texto sobre um mundo perfeito, onde pessoas perfeitas se amam e são felizes. Óbvio, é muito fácil também baixar a cabeça e aceitar calado as coisas que são impostas a você (e não falo de “mídia”, ou sociedade... é a realidade, mesmo!).
Sirvo de exemplo vivo pra um tipo de problema como este, e assumo que minha vida se tornou uma confusão no EXATO instante em que toda aquela “utopia de vida” que EU achava que seria legal viver, deu de cara com uma situação diferente desse tal “padrão”. E ao contrário do que acreditava, aceitei a cagada e vivi completamente de pernas pro ar. Talvez tenha sido uma das fases mais divertidas de todos esses meus 22 anos de vida, e vejam bem: ia contra TUDO e TODOS. Não tinha um só dia em que não me criticavam pelas minhas escolhas, e eu sempre ficava confusa, me sentindo errada porque todo mundo dizia que era errado, mesmo.
E aí, de quem é o erro? De quem vive “errado” e me “convidou” pra ser igual, ou meu, por ter arriscado?
Entendem o que quero dizer aqui?
E exatamente por isso que pergunto a vocês: cabe mesmo a gente ficar dizendo que o erro alheio é um absurdo? Será que são os OUTROS que estão sempre errados? E porque nunca a gente?
Seria muito fácil eu colocar a culpa no próximo e chorar pra sempre, dizendo que fui vítima de uma pessoa que, na verdade, só queria ser feliz.
Quem somos nós para julgar as escolhas alheias? Quem somos nós pra criticar?
QUEM SOMOS, mesmo?
Você sabe BEM quem você é? Você faz suas escolhas.
Tenho pena de quem fecha os olhos pra realidade e se diz perfeito. De quem acha que viver é tarefa simples, de quem não arrisca, de quem baixa a cabeça pras ações, fingindo não ver o que realmente acontece.
É claro que não quero assinar aqui um documento que deixe a vida uma esbórnia e que “ninguém é de ninguém”. Mas eu SEI que, no fundo, erros não são cometidos visando o fracasso. Tem gente que erra exatamente por não saber fazer a escolha certa. E essa pessoa, como TODOS nós, tem que errar mesmo! Ela só quer achar a resposta! E todos nós somos assim. A vida é pra ser tragicômica mesmo. Não existe perfeição.
A gente cria uma fantasia na cabeça e sempre escolhe um lado pra defender. Talvez eu que seja a errada de achar que o “vilão” da história também sofre. Mas nesse romance cheios de anti-heróis que é a vida, só posso afirmar que não, nunca alguém está 100% certo.
E em toda essa confusão que a gente cria pra tentar ser feliz, só nos resta errar, errar mais um pouco, e errar um pouco mais.
Não, nunca vamos saber a resposta para todas as perguntas, e essa que é graça. Não saber as respostas só nos dá mais vontade de correr atrás delas... mesmo sem nunca encontrá-las. E qual é a graça de se saber tudo nessa vida, de estar sempre certo e nunca descobrir mais sobre você?
Certamente, quem ACHA que sabe de tudo é porque não sabe nada. Nem sobre si mesmo.
Então aqui vai o convite: Erre mais. Porque faz parte, e nos faz ser de verdade.
E se tudo isso que eu disse não fez o mínimo de sentido... bom, tentei. Porque eu ainda busco as respostas, e não vou desistir tão fácil.
Obrigada a quem me ensinou a ver a vida assim.
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