A vida me dá o drama e devolvo o cálculo. Nenhuma solução. Escuto, escrevo, falo, comento. Sinto. Até demais.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Information travels faster
E eu vou me envolvendo nesse sentimento que já se tornou típico, mas segue tão estranho como há um ano atrás.
Minha vontade de tirar qualquer resquício de lembrança da mente nunca cessou. E ainda paraliso a qualquer olhar.
Não por vontade. Não por querer voltar.
Mas por insegurança, ódio, vergonha e tudo mais que nunca vai me trazer quem eu era de volta.
Me derrotaram, tirando de mim uma estabilidade conquistada, suada, livre.
Sou agora um amontoado de pensamentos ruins e desníveis psicológicos que talvez passem despercebidos por aí, mas me assustam todas as noites.
Eu fechei as portas.
Tomei um rumo distante e em nenhum momento alguma parte de mim pensa em voltar. Por que sempre que tento, vejo o quanto é em vão.
Já acabou há muito tempo.
Mas tem certas cicatrizes que insistem em me assombrar.
Eu vou conseguir.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Ontem, hoje, amanhã
Te dei a chave do meu coração.
Espalhei as pedrinhas brilhantes pra você decorar o caminho de casa, indiquei as estrelas pra você não esquecer.
Sonhei com nosso futuro.
O único que quero.
Se não for com você, que eu fique sozinha, então.
Não existe melhor companhia que aquele cheiro de roupa limpa e o sorriso que me fez realmente enxergar.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Na realidade
sexta-feira, 9 de março de 2012
Saudade
Procuro sorrir, na expectativa de que elas te entreguem o que há tanto tento te dizer.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Esquizofrenia ao contrário
Imagina que estranho seria se nada tivesse sido do jeito que foi. Se a gente nem se conhecesse, não soubéssemos nossos nomes, não reconhecêssemos um problema pelo olhar ou pelo sorriso desconfortável.
Se não existisse essa sensação de coração tranquilo, mesmo com a vida correndo lá fora.
Eu tenho essa impressão constante de que as coisas acontecem numa linha calculada e clara, pra que tudo escoe desse jeito estranho que nós somos. E enquanto vivo perdida no meio de tanta gente que vive numa esquizofrenia ao contrário, só me encontro quando estou com você.
Imagina que estranho seria...!
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Escrevi. Mas não mandei.
Fechei os olhos assim, forte. Segurei aquela angústia por tanto, mas tanto tempo que você nem imagina... e nem devia dar bola ou atenção pro que todo mundo parece não querer mais saber, todo mundo esquece e já era.
Eu que tenho essa mania estúpida de guardar e nunca saber me livrar do que sinto, ou de não saber resolver o que me parece ser tão mal resolvido... vai saber.
É idiotice a minha reclamar, e você ficaria surpreso ao saber que já respiro aliviada e nem dou tanta atenção pro que deu errado, porque tô lá no pódio, em primeiro lugar. Minha vitória é inegável.
Mas eu te juro que queria voltar. Ter tudo isso que tenho hoje e voltar pra quando era mais fácil. Mais simples, menos forçado, mais a gente.
Não sei se você sente falta disso também. A escolha foi minha. Eu fugi, eu gritei, bati o pé, sai correndo, nunca mais apareci.
Mas me escondo por vergonha.
Vergonha de não poder voltar no tempo.
Dá um aperto no coração assim, de tempos em tempos. E não existem mg pra resolver esse tipo de dor.
A gente pode até apagar o físico.
Mas é só.
3 e meia
Não entendo gente que ama e desama. Se desama, é porque nunca amou, ou porque o amor acabou, aos poucos.
Amar não é como tirar band-aid.
Quando se ama, dói por tempo indeterminado. Dura independente da estação, independente do relógio.
E não tem dessas de “mudei de ideia hoje quando acordei”. Não...
A surpresa só vale praqueles que já andavam de coração aberto.
Pros que sonham de olhos fechados segurando o coração na mão, as oportunidades passam longe. A não ser que se permita...
Se desamou, não era amor.
E talvez nunca tenha sido.
Já foi.