terça-feira, 9 de outubro de 2012

Quem nunca?

Tinha conseguido um gole do copo que cobiçou por tanto tempo.
E sentiu o gosto da possibilidade, mas sem matar a vontade de ter tudo pra si.

Custava a dormir, sempre tentando entender o que a mente parecia querer lhe explicar. Não era simples, e armadilhas tolas a pegaram no caminho.
Quando acordava, queria marcar um dia a menos no calendário, mas talvez pudesse ser um dia a mais.

Um dia a mais tentando superar, um dia a mais tentando mudar, um dia mais simplesmente tentando.

Ninguém morre só de tentar.

3 comentários:

Rodrigo Teixeira disse...

Perfect!

o Humberto disse...

Vim parar aqui por indicação do Rodrigo, esse moço logo aí acima.

Olha, que coisa mais linda. Me deixou muito emocionado do lado de cá! Vou manter comigo pra ler todos os dias, pra me fazer ver a beleza de seguir tentando -- que é o que a gente está aí pra fazer.

Parabéns, e muito obrigado por tão belas palavras.

Márcia Pilar disse...

"Ninguém morre só de tentar"

como faz pra tatuar isso na alma?
lindeza!!