Hoje senti saudade de casa.
Esbocei um choro, que foi engolido rapidamente.
Senti falta daquelas poucas quadras que a gente caminhava pra se ver, dos finais de semana que eram sempre os mesmos, mas nunca iguais.
Sinto falta de quando eu voltava pra casa sabendo que ia pra casa. Quando minha cama era minha, quando os meus dias eram tão tranquilos e doces.
Quero colar as folhas antigas no calendário, quero voltar praquela época em que éramos nós na nossa melhor forma.
Quero poder sair a noite sozinha e voltar pra casa cheia de amigos.
Quero poder acordar de manhã sem desligar o despertador com vontade de voltar pro sonho.
Quero olhar pros meus amigos e ainda me sentir parte da vida deles, sabendo seus passos, suas dores e sorrisos.
O mundo continua quando saimos dele.
Eu não queria ter saído do meu.
A vida me dá o drama e devolvo o cálculo. Nenhuma solução. Escuto, escrevo, falo, comento. Sinto. Até demais.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
Aos poucos.
Não sou obrigada a gostar. Não sou obrigada a forçar sorriso, ou retribuir algo que não é sincero.
Dei muitos passos, busquei muitos abraços.
O erro dói.
Mas dói mais a desistência, deixar pra lá algo que não tem mais solução.
E eu tentei....
Dei muitos passos, busquei muitos abraços.
O erro dói.
Mas dói mais a desistência, deixar pra lá algo que não tem mais solução.
E eu tentei....
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Aprendizagem contínua
Como é difícil lidar com a perda.
Lembro que iniciei o 3º ano do Ensino Médio completamente desacreditada na “educação”. O que eu mais queria era me livrar da escola, odiava ir à aula e queria que tudo aquilo terminasse logo. Entre tanta gente sentindo o mesmo que eu, lembro de ter encontrado uma pessoa que sempre tentou fazer a gente tirar o melhor disso tudo.
Havia um professor que, coitado, lecionava a matéria que todo mundo mais odiava: matemática. Mas, curiosamente, ninguém odiava suas aulas. O professor Colman sempre fazia a gente esquecer todas aquelas fórmulas e números. Ou, pelo menos, era o que a gente sentia.
Nunca fui boa em matemática. Reprovei no primeiro ano e enfiei na minha cabeça que nunca aprenderia nada daquilo. Mas entre binômios, polinômios, geometria analítica e todas aquelas funções e seus gráficos, me dei conta de que eu não precisava parar de acreditar em mim. Porque era isso que o professor Colman mais fazia: incentivava seus alunos, sempre demonstrando confiança e nos provando de que éramos capazes SIM.
Mais que um professor, ele era um educador. E depois de nos ensinar não só a lidar com números, mas também a vermos que éramos muito mais do que provas e notas, ele agora nos obriga a aprender a aceitar a perda.
Taí uma coisa que acho que ele nunca vai ser capaz de nos ensinar. Porque não dá pra simplesmente aceitar a falta que ele vai fazer em nossas vidas. E não só nas nossas, mas na vida de crianças que poderiam ser seus futuros alunos e que precisariam tanto quanto nós precisamos de um professor que ensinasse mais do que estava listado no currículo escolar.
Já não tenho mais os dezesseis/dezessete anos que tinha quando cursei o 3º ano. Seis anos depois de terminar o Ensino Médio, sinto que perdemos um verdadeiro mestre.
Que fique com a gente as risadas, as piadas, as gritarias antes das provas e, principalmente, todo aquele carinho que ele tinha por seus alunos.
Muito do que sou hoje, sou graças à força daquele que nunca deixou de acreditar em mim.
Obrigada por tudo, Colman Rodrigues.
ps- Bacon é vida SIM!
Lembro que iniciei o 3º ano do Ensino Médio completamente desacreditada na “educação”. O que eu mais queria era me livrar da escola, odiava ir à aula e queria que tudo aquilo terminasse logo. Entre tanta gente sentindo o mesmo que eu, lembro de ter encontrado uma pessoa que sempre tentou fazer a gente tirar o melhor disso tudo.
Havia um professor que, coitado, lecionava a matéria que todo mundo mais odiava: matemática. Mas, curiosamente, ninguém odiava suas aulas. O professor Colman sempre fazia a gente esquecer todas aquelas fórmulas e números. Ou, pelo menos, era o que a gente sentia.
Nunca fui boa em matemática. Reprovei no primeiro ano e enfiei na minha cabeça que nunca aprenderia nada daquilo. Mas entre binômios, polinômios, geometria analítica e todas aquelas funções e seus gráficos, me dei conta de que eu não precisava parar de acreditar em mim. Porque era isso que o professor Colman mais fazia: incentivava seus alunos, sempre demonstrando confiança e nos provando de que éramos capazes SIM.
Mais que um professor, ele era um educador. E depois de nos ensinar não só a lidar com números, mas também a vermos que éramos muito mais do que provas e notas, ele agora nos obriga a aprender a aceitar a perda.
Taí uma coisa que acho que ele nunca vai ser capaz de nos ensinar. Porque não dá pra simplesmente aceitar a falta que ele vai fazer em nossas vidas. E não só nas nossas, mas na vida de crianças que poderiam ser seus futuros alunos e que precisariam tanto quanto nós precisamos de um professor que ensinasse mais do que estava listado no currículo escolar.
Já não tenho mais os dezesseis/dezessete anos que tinha quando cursei o 3º ano. Seis anos depois de terminar o Ensino Médio, sinto que perdemos um verdadeiro mestre.
Que fique com a gente as risadas, as piadas, as gritarias antes das provas e, principalmente, todo aquele carinho que ele tinha por seus alunos.
Muito do que sou hoje, sou graças à força daquele que nunca deixou de acreditar em mim.
Obrigada por tudo, Colman Rodrigues.
ps- Bacon é vida SIM!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
O desnecessário
Há algum tempo criei um Tumblr com uma amiga.
Gosto de escrever por lá.
Se quiserem dar uma olhada: O desnecessário
Beijos.
Gosto de escrever por lá.
Se quiserem dar uma olhada: O desnecessário
Beijos.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Festa de despedida

A vontade sempre foi a maior de todas aquelas coisas que ela guardava na gaveta.
Respirou fundo e ousou, mais uma vez.
Arriscou toda a construção, só pra ver no que ia dar.
Não tinha garantias, tampouco tinha certeza, mas só por dar o primeiro passo, já se sentia diferente.
E um pedaço dela já separava os nomes da lista daquela festa de despedida que há tanto tempo ela queria organizar.
sábado, 14 de agosto de 2010
Menos o urso
Fico pensando, incansavelmente, sobre como chegamos até aqui. E sempre do mesmo jeito, me pego imaginando como teria sido diferente se eu tivesse me permitido mais. Logo eu, que supliquei por tanto tempo, aquela vontade de ter ao meu lado o que sempre pareceu tão impossível.
Grito meu amor a todos os cantos do mundo, mas o que fazer quando tudo o que resta é um vazio? Meus passos atrás de ti já desgastaram a sola do sapato. E fico tonta, por dar voltas no mesmo lugar.
Sabe, sempre escondi em mim um sentimento que achava que nunca poderia sentir. Fazia de conta que não era possível amar alguém mais do que a mim mesma. Abusava do egoísmo, por saber que no fim, só restaria eu mesma ali.
Mas sei que quero muitas coisas. E, meu deus, sempre quero demais. E quando queremos e não podemos, só nos resta lamentar, mesmo. Choramingar o tempo perdido, aquele momento em que simplesmente não nos demos conta do que era certo.
Fracassei, mais uma vez. Perdi, como sempre perco. Mas abri meus olhos. Hoje sei, finalmente, o que realmente faz meu coração bater. E se meus passos me levam a lugar nenhum, espero que você venha caminhar para lugar nenhum comigo.
Grito meu amor a todos os cantos do mundo, mas o que fazer quando tudo o que resta é um vazio? Meus passos atrás de ti já desgastaram a sola do sapato. E fico tonta, por dar voltas no mesmo lugar.
Sabe, sempre escondi em mim um sentimento que achava que nunca poderia sentir. Fazia de conta que não era possível amar alguém mais do que a mim mesma. Abusava do egoísmo, por saber que no fim, só restaria eu mesma ali.
Mas sei que quero muitas coisas. E, meu deus, sempre quero demais. E quando queremos e não podemos, só nos resta lamentar, mesmo. Choramingar o tempo perdido, aquele momento em que simplesmente não nos demos conta do que era certo.
Fracassei, mais uma vez. Perdi, como sempre perco. Mas abri meus olhos. Hoje sei, finalmente, o que realmente faz meu coração bater. E se meus passos me levam a lugar nenhum, espero que você venha caminhar para lugar nenhum comigo.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Estrada
Quando a gente erra, é porque faz parte do aprendizado. Ninguém pode adivinhar o caminho certo sem antes pegar a rota errada.
No equívoco é que a gente descobre pra onde deve ir.
E eu já sei qual vai ser minha reta final.
No equívoco é que a gente descobre pra onde deve ir.
E eu já sei qual vai ser minha reta final.
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