terça-feira, 7 de setembro de 2010

All you need

Coleciono uma porção de palavras, textos que dizem como nós hoje somos diferentes.
E sei que tudo isso que sinto (ou que simplesmente não sinto mais) é real.
Escrevo linhas sem um ponto final, que dizem tanto sobre todo aquele sentimento que só senti, só eu acumulei. E guardei em mim toda aquela dor, vestindo uma máscara de quem é forte, superou e não sente mais nada.
Daqui eu consigo ver que já passou.

Com calma, dá pra ver que não dói tanto assim. A dor, aqui, é de orgulho ferido. Daquele coração partido que insiste em me perseguir, me dizer que sou fraca e que não fui capaz de viver nossa vida.

Todo dia, quando acordo, é uma história diferente, é um novo começo de tudo aquilo que sempre finge que teve um fim.

Respiro fundo, porque ajuda. Tento encontrar dentro de mim aquele amor desconhecido, de quem não sabia o que era mesmo viver. Fico repetindo, metalmente, tua voz tentando me ensinar a ser quem hoje sou.
E quem sabe isso explique porque guardo tanto de ti em mim. Aprendi a ser melhor.
Aprendi a ver que sou muito, muito mais.

Demorei pra ver tanta coisa, mas hoje atingi a um patamar que nem palavras conseguem explicar. Torço por nosso futuro, porque nele sei que está nosso empenho em tantas coisas que construimos juntos. E que se dane se nunca seremos o que fomos um dia.
As lágrimas que saem, saltam dos meus olhos num pedido desesperado por atenção, são resquícios de uma dor passada, de um sentimento que eu sei que não vai mais ter fim.

Mas chega uma hora que nada disso importa. E as cicatrizes fogem, como se nunca tivessem existido. Me concentro e assim dá pra ver que está tudo bem.
Meu coração está completo de amor, de abraços e do teu sorriso, me dizendo que vai ficar tudo bem.

E eu sei que vai, mesmo.





Mas só porque você me disse.

2 comentários:

Impostor disse...

Garota, às vezes acho que tiras meus sentimentos do peito para escrever. E depois, refletindo, vejo que todas as histórias de amor são iguais. Todos os fins são eles mesmos e os outros. E, me desculpe até te dizer isso, mas vendo a tua dor, me sinto menos sozinho, sinto que não sou só eu a passar por isso. Um beijo.

Renuska disse...

Acho que são iguais, mesmo. Também tenho essa impressão. É por isso que, sem querer, acabo falando de todas elas :)
Beijo.