sábado, 11 de setembro de 2010

Não tem como impedir

Tenho em mim discursos prontos, textos longos, que narram o que sinto.
Uma espécie de ritual, a repetição dos meus erros e acertos.

Estou dando os mesmos passos, do mesmo jeito que já foi uma vez. E dá medo.
Medo de me perder, de tomar a decisão errada, de acreditar numa fantasia boba que inventei pra me divertir nas horas de tédio. De novo, de novo e de novo.

Criei expectativas em cima de um roteiro de ficção, protagonizo a história que eu mesma escrevi.

E então, o que fazer?
Como proceder quando não tem mais volta? Quando nos permitimos e vemos que não há mais jeito pra ser tudo como antes?

O que sei e tenho certeza, é que posso tomar duas posições: ficar quieta e olhar pra cima, fingindo não ver nada do que acontece e mascarar o que sinto, OU dar um passo a frente, correndo o risco de pisar em falso.

O que vale nessas horas? A honestidade com nossos sentimentos ou a honestidade do que nos é imposto?

Um comentário:

Bruninha disse...

Se as coisas estão tomando um caminho que não é o ideal e não podemos voltar, basta parar e começar outro caminho. [Pode parecer bobo, mas o tempo não volta mas podemos zerar e escrever outra historia]
=*