Ela precisava de tempo.
Queria pensar e pesar o que valia a pena.
Se sentia sozinha pois não fazia parte daquele mundo de faz-de-conta. Tinha medo de ser igual àquele exército de robôs, todos idênticos, todos falsos.
Tudo era de mentira. De plástico, sem carne e nem alma.
Os olhares amigáveis, na verdade eram vazios, mascarando a verdadeira face de quem só queria passar por cima e se aproveitar de quem parecia tantas vezes se importar.
Os olhares amigáveis, na verdade eram vazios, mascarando a verdadeira face de quem só queria passar por cima e se aproveitar de quem parecia tantas vezes se importar.
Nunca havia sido assim. E sempre foi atrás do que parecia seguro e verdadeiro, mas nunca encontrava. Preocupada com tantos erros ao seu redor, tinha medo até da própria sombra.
Via a vida como uma montanha-russa.
Não pelos altos e baixos, mas por se perder um pouco no caminho. Era tudo tão rápido, que já não conseguia acompanhar. Se perdia nos dias, vivia no automático e já nem fechava os olhos nas quedas.
E se a mentira e o disfarce eram tão necessários, ela também se escondia.
Sorria.
E nunca ninguém sabia o que ela realmente queria dizer.
2 comentários:
Esse tipo de sorriso é um perigo quando se torna um hábito.
Voce escreve intensamente bem!
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